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Assessoria de Comunicação


Tráfico de drogas e crime organizado também causam impacto ao meio ambiente

Comércio de drogas ilícitas reforça as redes de crime organizado que prejudicam o meio ambiente, como consequência de suas diversas atividades ilegais

 

 

 

Viena, 05 de junho de 2009 - Um grama de cocaína pode destruir quatro metros quadrados de floresta. Cem gramas de cocaína contaminam 20 litros de água e gera 60 quilogramas de resíduos. Estes dados demonstram o impacto negativo que as escolhas individuais têm sobre o meio ambiente. No Dia Mundial do Meio Ambiente é importante lembrar também que o comércio de drogas ilícitas reforça as redes de crime organizado que prejudicam o meio ambiente, como consequência de suas diversas atividades ilegais.

 

O crime organizado está relacionado não apenas ao tráfico de drogas e de seres humanos, mas também ao tráfico de produtos florestais, incluindo madeira e animais silvestres, de minerais e pedras preciosas, e de diferentes substâncias que destroem a camada de ozônio e que se tornam resíduos perigosos despejados em águas sem qualquer controle. Estes grupos de crime organizado exploram falhas no sistema de justiça criminal, fronteiras desprotegidas, falta de aplicação das leis e impunidade, motivados por elevados lucros do comércio ilegal.

 

O UNODC vem cumprindo seu papel no enfrentamento aos crimes ambientais, como guardião da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional e da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a região do Sudeste da Ásia possui as maiores taxas de desmatamento no mundo. O Camboja, a Indonésia e as Filipinas perdem mais de 2% de sua área florestal a cada ano, enquanto a média mundial é de 0,18%. O UNODC criou uma parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Rede de Monitoramento de Comércio Silvestre (TRAFFIC, na sigla em inglês) e a Fundação Freeland, a fim de reforçar a capacidade dos países para detectar o tráfico ilícito de recursos naturais e de substâncias nocivas à camada de ozônio, nas regiões de fronteira da região do Rio Mekong. Uma vez executada, esta iniciativa irá reforçar a cooperação transfronteiriça entre os órgãos de combate ao comércio ilegal de madeira, fauna selvagem e de resíduos perigosos, de forma sistemática e eficaz.

 

O UNODC também se preocupa com outros crimes que geram danos ambientais. Devido à área necessária para o cultivo e, devido aos produtos químicos necessários para produzir drogas (tanto das que são à base de plantas como as sintéticas), a fabricação de entorpecentes é extremamente prejudicial para o meio ambiente. A cocaína, em especial, é perigosa nesse sentido já que o plantio da coca e a produção da droga se dão próximos a alguns dos mais importantes e frágeis ecossistemas do planeta.

 

Na Colômbia, cerca de 8.000 hectares de área de parque nacional foram destruídos devido à coca cultivada apenas em 2007. Além disso, solo e sistemas fluviais têm sido contaminados por produtos químicos utilizados na produção da cocaína assim como o ar também tem sido poluído pela fumaça, na queima da floresta para o plantio da coca.

 

Nas áreas produtoras de coca, selva, floresta e parques nacionais revelaram-se atraentes para o crime organizado. Com a exploração da flora, da fauna e dos recursos hídricos e com o contrabando de substâncias perigosas, organizações criminosas colocam em perigo a estabilidade dos ecossistemas e, consequentemente, o fornecimento de ar limpo, água e alimentos para as futuras gerações.

 

Enquanto organizações internacionais, regionais e nacionais lutam contra o tráfico de drogas e a consequente destruição do meio ambiente, também é responsabilidade dos cidadãos optar por não usar drogas ilícitas, ajudando, assim, a diminuir os danos ecológicos causados por organizações criminosas.

 

 



Mais informações:

Assessoria de imprensa

UNODC - Escritório para o Brasil e Cone Sul
Tel: 61-3204-7200

E-mail: unodc.brasil@unodc.org



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