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Assessoria de Comunicação
NOTA À IMPRENSA
Autoridades de Segurança Pública da América Latina recebem treinamento anti-seqüestro promovido pelo UNODC
Brasília, 15 de agosto - O Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) promove o primeiro treinamento anti-seqüestro para países da América Latina. O curso será em Assunção, capital paraguaia, nos dias 16 e 18 de agosto. A base será o Manual Anti-Seqüestro do UNODC, lançado há quatro meses. O objetivo é reforçar a cooperação dos países no combate aos seqüestros - especialmente nos casos que têm ligação com o crime organizado - e lançar diretrizes eficientes de respostas e medidas de prevenção. O treinamento inclui práticas de sucesso ao redor do mundo e instrumentos para a área de Segurança e Justiça Criminal.
Vão participar do curso profissionais ligados à Segurança Pública de sete países latino-americanos: dois do Brasil, dois da Argentina, um da Bolívia, dois da Colômbia, dois do Equador, dois do Panamá e seis do Paraguai. Na volta aos países de origem, os participantes serão agentes multiplicadores das técnicas. Os dois integrantes da delegação brasileira são o Major Antônio Moreira Pinto e o Delegado Cláudio Armando Ferraz, ambos da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
O governo do Paraguai incentivou e sediou o evento, pois o tema se tornou especialmente sensível no país depois do seqüestro e assassinato de Cecília Cubas, filha do Ex-Presidente paraguaio, em fevereiro de 2005. Desde então, o governo busca assistência técnica para aprimorar a legislação, as técnicas policiais anti-seqüestro e a cooperação com países vizinhos nessa área.
O curso promovido pelo UNODC é resultado de dois anos de pesquisa e da reunião de diversos grupos de trabalho, com especialistas regionais, inclusive do Brasil. A origem do projeto foi uma parceria, realizada em 2004, entre o UNODC e o governo da Colômbia para tentar conter os índices de seqüestro no país, um dos mais elevados do mundo. Com a contribuição financeira do governo colombiano e o apoio técnico de especialistas de 16 países, o UNODC desenvolveu o Manual para aprimorar métodos já utilizados e compartilhar as mais modernas técnicas e legislações de combate e prevenção ao seqüestro.
Seqüestros e crime organizado: um problema mundial
Seqüestros podem ter dimensões locais, nacionais e internacionais.O crescente envolvimento do crime organizado em casos de seqüestro é uma preocupação no mundo todo, inclusive na América Latina. "Com o aumento global do número de seqüestros, é preciso compartilhar boas práticas para enfrentar a questão, que cada vez mais tem tido envolvimento do crime organizado transnacional. O problema não é de um país só. Precisa ser tratado conjuntamente", ressaltou Reiner Pungs, do UNODC Brasil, que está coordenando o curso em Assunção.
O treinamento identifica diferentes tipos de seqüestros mais comuns na América Latina, entre eles os de extorsão, mais freqüentes no México e no Brasil; os chamado "seqüestros relâmpagos", mais comuns na Colômbia e no Brasil; e os que têm motivos ideológicos, contra os quais o governo colombiano luta há décadas. Muitos seqüestros são usados para financiar o crime organizado e são comandados por meio de telefones celulares, de dentro das prisões. Tais casos são mais freqüentes no Brasil, na Colômbia e no Paraguai.
No mundo todo, estima-se que mais de 10 mil pessoas são seqüestradas a cada ano. Muitos casos sequer são registrados, porque a vítima e a família temem represálias. O Manual Anti-seqüestro contém também um guia para chefes de investigação com informações sobre proteção à vítima em casos de negociação, e opções de intervenção.
Para mais informações entre em contato:
Carolina Gomma de Azevedo
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