|
| UNODC is cosponsor of the Joint United Nations Programme on HIV/AIDS - UNAIDS |
| | |
|
SHIS QI 25 conj 3 casa 7, CEP 71660-230 Brasília, DF, Brasil
Telefone: +55 61 3367-7353 / Fax: +55 61 3367-7228
E-mail:
unodc.brasil@unodc.org
|
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÂO
Projetos do UNODC reduzem impacto da Aids no Brasil
Relatório do UNAIDS confirma tendência de queda e reconhece ações brasileiras
Brasília, 30 de novembro de 2005 - Projetos implementados no Brasil pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) estão reduzindo a incidência do HIV/AIDS entre usuários de drogas injetáveis. Números oficiais do governo brasileiro mostram que os casos de aids nessa população específica caíram 62% nos últimos dez anos. Em 1993, foram 4.926 notificações, considerando homens e mulheres. Em 2003, foram registrados 1.871 casos de aids entre usuários de drogas injetáveis (UDI) no Brasil.
A tendência de queda na redução da epidemia de HIV/AIDS entre os usuários de drogas foi reconhecida pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/AIDS (UNAIDS), no seu relatório anual divulgado na semana passada. "Nas cidades brasileiras, a participação do uso injetável de drogas na transmissão do HIV parece ter declinado. Parte desse sucesso pode ser atribuída aos programas de redução de danos", afirma o relatório do UNAIDS.
O relatório do UNAIDS, cuja íntegra está disponível no endereço
http://www.unaids.org/Epi2005/doc/report.html, mostra que a combinação entre uso de drogas injetáveis e prostituição está alimentando a epidemia de aids em regiões como a América Latina, o Leste da Europa e a Ásia. Mas o documento ressalta que programas preventivos sustentáveis estão conseguindo reduzir a incidência do HIV em populações vulneráveis, como jovens, profissionais do sexo e UDI. O Brasil é citado como um exemplo positivo, assim Índia, Tanzânia, Tailândia e Uganda.
Atuação no Brasil - Por meio da sua parceria com o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, iniciada em 1994, o UNODC prioriza a prevenção ao HIV e o tratamento da aids entre os UDI. As ações dessa parceria buscam aumentar e melhorar a cobertura dos serviços de prevenção e tratamento da aids para os usuários de drogas injetáveis, estabelecendo ações de campo que levam aos UDI informação, educação e meios de reduzir os riscos de infecção pelo HIV. As intervenções também evitam que o HIV seja transmitido para outras populações, a partir dos usuários de drogas injetáveis.
O governo brasileiro estima em aproximadamente 193 mil o número de usuários de drogas injetáveis no país. Os projetos voltados para essa população conseguem encaminhar 26% desses UDI para serviços de tratamento especializados _o que potencializa os esforços de prevenção e de redução do uso de drogas no país.
Em todo o mundo, estima-se em 13,2 milhões a população de UDI. Em algumas regiões - como o Sudeste da Ásia - mais de 90% deles estão infectados com o vírus da aids, e o uso de drogas injetáveis continua sendo uma das principais vias de transmissão do HIV. Na América do Sul, esse percentual é de aproximadamente 80%.
"Sentimo-nos encorajados pelos ganhos obtidos em alguns países e pelo fato de que programas sustentados de prevenção ao HIV desempenharam papel chave na redução das infecções. Mas a realidade mostra que a epidemia de aids continua a desafiar esforços nacionais e globais para contê-la", afirmou o diretor mundial do UNAIDS, Peter Piot, durante o lançamento do relatório mundial da entidade. "Está claro que um rápido aumento na escala e no alcance dos programas de prevenção ao HIV é uma necessidade urgente. Devemos partir de pequenos projetos de perspectivas de curto prazo para estratégias inclusivas de longo prazo", acrescentou Piot.
HIV/AIDS no mundo - Segundo o relatório do UNAIDS, o número de pessoas vivendo com HIV continua a crescer no mundo, apesar das reduções na taxa de infecção em certos países. Cinco milhões de novas infecções foram registradas em 2005. O número de pessoas vivendo com HIV no planeta atingiu seu maior nível, com cerca de 40,3 milhões de pessoas - eram aproximadamente 37,5 milhões em 2003. Mais de três milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à aids em 2005. Dessas, mais de 500 mil eram crianças.
Os aumentos mais acentuados em infecções pelo HIV ocorreram na Europa do Leste e na Ásia Central (25% de aumento sobre 1,6 milhão) e Leste da Ásia. Mas a África continua a ser a mais afetada em termos globais - com 64% de novas infecções ocorrendo nessa região, o que representa mais de três milhões de pessoas.
| |