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UNODC pede mais vigor para controlar e punir governos "kleptocráticos"
Pequim, 23 de outubro - O diretor do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), Antonio Maria Costa, pediu às autoridades ligadas ao combate à corrupção no mundo todo para exigirem mais controle das promessas de medidas anticorrupção assumidas pelos governos. O pedido foi feito durante o primeiro encontro anual da recém criada Associação Internacional de Autoridades Anticorrupção, em Pequim, China. Os participantes que se reuniram no domingo vieram de mais de 120 países.
O diretor do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), Antonio Maria Costa, pediu o combate à corrupção em escala global
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Dirigindo-se à recém-criada Associação, Costa disse que a instituição era a "mais nova demonstração da vontade mundial de manter atrás das grades as autoridades dos governos´kleptocráticos´e as lideranças empresariais mesquinhas". O Diretor Executivo do UNODC disse que a Convenção da ONU contra a Corrupção, que entrou em vigor em dezembro de 2005, é uma ferramenta poderosa para a prevenção e a criminalização da corrupção - se os governos decidirem implementá-la. "Teria sido ingênuo pensar que podemos nos livrar da corrupção mundial só porque as Nações Unidas entraram em acordo para a criação de uma Convenção", disse Costa. "Mas certamente podemos reduzir o impacto que o comportamento desonesto tem nos governos, na economia e nos cidadãos - se contarmos com as medias operacionais e judiciárias contidas na Convenção", disse o Diretor Executivo do UNODC.
Ação anticorrupção deve ser esforço de toda sociedade
Costa fez um apelo para que aqueles que lutam contra a corrupção tenham um papel mais ativo durante a primeira reunião de Países Membros que assinaram a Convenção em Amã, na Jordânia em Dezembro. "Peço que cobrem as promessas feitas pelos seus governos para construirmos um regime mundial anticorrupção realmente vigoroso", disse Costa. O UNODC é o guardião da Convenção contra a Corrupção, que até agora foi ratificada por 68 países, entre eles o Brasil, que ratificou o documento no dia 15 de junho de 2005.
Costa ressaltou a necessidade de todos os países adotarem medidas concretas anticorrupção e práticas administrativas do setor público que previnam a corrupção e reduzam o impacto nos governos, nas economias e nos cidadãos comuns. Os pontos principais foram a integridade do sistema judiciário, padrões eficientes de auditoria, um marco regulatório doméstico para instituições financeiras, controles de doações a partidos políticos e abertura das contas bancárias de autoridades públicas. Para o UNODC o esforço é de todos os países - em desenvolvimento e já desenvolvidos. Por isso ressaltou que "não deve haver paraíso fiscal para dinheiro sujo".
Para ver o discurso completo (arquivo em inglês) clique no link
/unodc/speech_2006_10_23.html
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