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Assessoria de Comunicação
Especialistas internacionais em prisões, drogas e HIV se reúnem na sede do UNODC
Brasil terá participação do Ministério da Saúde, da Justiça e da Senad
Brasília, 15 de fevereiro - Especialistas de diversos países em políticas públicas relacionadas a drogas, HIV e ambientes prisionais se reúnem de 19 a 21 de fevereiro na sede do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) em Viena, Áustria.
Objetivo da II Consulta sobre Prevenção e Atenção a Usuários de Drogas e Ambientes Prisionais é compartilhar experiências e estimular a aproximação dessas áreas na construção de políticas públicas mais abrangentes e eficientes.
Brasil
O Ministério da Saúde (Programa Nacional de DST/Aids), o Ministério da Justiça (Departamento Penitenciário Nacional - Depen) e a Secretaria Nacional Antidrogas - Senad; participam da delegação brasileira. Países do Cone Sul (Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai) também terão representantes no encontro. Todos os países enviam profissionais do setor público, na área de HIV, prisões e drogas.
O Brasil vai apresentar a resposta nacional com foco em redução de danos - que inclui os 13 anos de parceria com o UNODC - e experiências de prevenção ao HIV em ambientes prisionais. Também será apresentado o Plano de Saúde no Sistema Prisional (do Ministério da Saúde com o Ministério da Justiça).
Confinamento, drogas e HIV
O uso de droga injetável continua a ser importante meio de transmissão de HIV em muitas regiões do mundo. No mundo todo, a taxa média de infecção por HIV entre usuários de droga injetável (UDI) gira em torno de 16%, mas em alguns países chega a 84%. Nos 24 países com maior índice de epidemia entre UDI (9,2 milhões de pessoas), menos da metade tem acesso a programas de prevenção ao HIV, menos de 25 mil têm acesso à terapia de substituição e menos de 250 mil UDI têm acesso a equipamento injetável descartável. O acesso a tratamento com antiretrovirais continua baixo em grande parte dos países em desenvolvimento.
Ambientes prisionais apresentam ainda mais riscos de infecção pelo HIV e outras doenças relacionadas ao uso indevido de drogas. "O confinamento, as condições precárias de higiene, a superpopulação, a escassez de materiais descartáveis, de insumos de prevenção, e muitas vezes a falta de perspectivas para o futuro, fazem com que as prisões sejam um ambiente ainda mais vulnerável à epidemia", disse Giovanni Quaglia, Representante Regional do UNODC para o Brasil e Cone Sul.
Histórico
O UNODC, a pedido do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids (UNAIDS), realizou a I Consulta sobre Prevenção e Atenção a Usuários de Drogas e Ambientes Prisionais em março de 2007, com a participação de 92 técnicos de 50 países em políticas públicas das áreas de drogas, HIV e prisões.
Conheça o Marco estratégico sobre HIV em Ambientes Prisionais do UNODC (pdf em português)
Saiba sobre o programa do UNODC sobre HIV/Aids no Brasil e no mundo
Mais informações:
Carolina Gomma de Azevedo
(Carolina.Azevedo@unodc.org)
Assessora de Comunicação
Escritório da ONU contra Drogas e Crime
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