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Assessoria de Comunicação
UNODC e OMS ganham prêmio por inovação em política contra drogas
Programa conjunto de agências da ONU coloca saúde pública como foco dos tratamentos de dependência química
18 de março de 2009 - O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) receberam hoje o Prêmio para Políticas Inovadoras no Controle de Drogas, do Conselho Internacional sobre Segurança e Desenvolvimento (Icos), em reconhecimento ao programa conjunto UNODC-OMS sobre Tratamento de Dependentes Químicos.
"O Programa Conjunto representa uma verdadeira inovação na abordagem sobre o problema de drogas no mundo", afirmou Emmanuel Reinert, Diretor Executivo do Icos, que entregou o prêmio às Organizações em Viena. "A parceria coloca a Saúde na linha de frente das políticas de controle de drogas e isso deve ser aplaudido."
O prêmio foi anunciado durante a 52a Sessão da Comissão de Narcóticos das Nações Unidas (CND, na sigla em inglês), onde o UNODC e a OMS realizaram o lançamento do projeto.
O programa conjunto tem como objetivo promover e apoiar o fornecimento de tratamento humano, eficaz e acessível para o maior número possível de pessoas que sofrem de desordens médicas associadas ao uso de drogas.
O projeto pretende fomentar o aumento do acesso a tratamentos e cuidados médicos para pessoas com dependência química e doenças associadas ao consumo de drogas, especialmente portadores do vírus HIV, ajudando-os a se reintegrarem na sociedade. O programa também prevê a expansão da cobertura e da qualidade dos tratamentos e serviços clínicos oferecidos em países de baixa e média renda.
Sob a liderança do UNODC e da OMS, o Programa Conjunto vai contar com a colaboração de governos, profissionais de saúde, ONGs e agências de financiamento para aumentar a oferta e o acesso aos serviços de tratamento médico para vítimas de enfermidades relacionadas à dependência de drogas.
"Tanto o UNODC quanto a OMS possuem mandatos para atender essa questão", disse Vladimir Poznyak, coordenador do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias Ilícitas da OMS. "No momento, menos de 10% das pessoas que podem ser beneficiadas pelos tratamentos para dependência de drogas, têm acesso a eles. Ao levarmos esse tipo de tratamento para os sistemas de saúde, incluindo o tratamento básico, esperamos conseguir mudar esse cenário. O que é necessário agora são ações coerentes, envolvendo não apenas governos, mas também organizações não-governamentais e agências de financiamento para aumentar a cobertura e oferta de serviços essenciais no tratamento de dependentes químicos."
Os objetivos do Programa Conjunto:
1) Lidera um esforço global para aumentar a cobertura e qualidade dos serviços de tratamento para problemas de saúde relacionadas ao uso de drogas em países de baixa e média renda.
2) Promover o desenvolvimento de sistemas integrados de tratamento que possam oferecer serviços contínuos, em nível municipal e nacional, para usuários de drogas.
3) Mapear as necessidades das populações, os quadros legislativos, os serviços e programas de tratamento à dependência química.
4) Apoiar revisões de políticas e legislações para aprimorar políticas de combate às drogas e auxiliar no apoio eficaz e solidário da prevenção e do tratamento do uso de drogas.
5) Desenvolver tratamentos acessíveis e de baixo custo e serviços de tratamento, além de aumentar o acesso ao atendimento médico em zonas rurais e remotas.
6) Colocar a prevenção, o tratamento dos usuários de drogas no foco do sistema de saúde pública, fortalecendo as relações com as ONGs e assegurando plena coordenação com o sistema de saúde pública, como parte de um tratamento médico contínuo.
7) Fornecer medidas alternativas de tratamento para pessoas em situação de privação de liberdade e, quando isso não for possível, fornecer tratamento para a dependência de drogas em penitenciárias.
8) Apoiar universidades na promoção de pesquisas e treinamentos sobre tratamento e dependência de drogas.
9) Fornecer e apoiar programas de treinamento para profissionais envolvidos no tratamento de usuários de drogas, incluindo aqueles profissionais cujo foco principal não é nessa área.
10) Desenvolver recomendações internacionais, orientações e padrões com o objetivo de transferir conhecimento de pesquisas para a prática e apoiar a adaptação e implementação em nível nacional.
11) Apoiar redes regionais de fornecedores de serviços médicos, que trabalham com a questão da dependência de drogas, serviços sociais de apoio e tratamento e prevenção de Aids.
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