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Assessoria de Comunicação


Comissão da ONU debate o crime organizado como ameaça crescente à segurança

 

 Sessão aberda tendência mundiais e pede maior cooperação internacional para combate ao crime

VIENA, 16 de abril - A Comissão das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal iniciou sua 18ª sessão hoje em meio a uma tendência mundial de aumento do crime organizado. O diretor do UNODC, Antonio Maria Costa, alertou que o "crime se tornou global" e "representa uma ameaça à segurança de cidades, nações e regiões inteiras".

Esta sessão da comissão, que acontece de 16 a 24 de abril, aborda as tendências do crime no mundo e possíveis respostas em um momento de aumento inédito do crime organizado. Como o sr. Costa destacou em seu discurso de abertura, cartéis de narcotráfico estão espalhando a violência na América Central, México e Caribe. A África Ocidental está sob ataques dos traficantes de drogas. A aproximação entre insurgentes e grupos criminosos ameaça a estabilidade da África Ocidental e partes da África, alimentando o comércio de armas contrabandeadas, exploração abusiva de recursos naturais e pirataria. O seqüestro se tornou comum do Sahel aos Andes, enquanto o tráfico de pessoas se espalhou pelo mundo. Bairros em cidades grandes do mundo todo estão tomados por gangues, enquanto o crime cibernético e a fraude econômica ameaçam cidadãos e Estados.

 

O diretor do UNODC previu que a situação tende a piorar, como resultado da crise financeira, mas afirmou que pode haver um ponto positivo: o fim do sigilo bancário e dos paraísos fiscais.

Segundo o sr. Costa, as diretrizes para lidar com este desafio já existem, como a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado e a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. No entanto, "a implementação tem sido irregular, praticamente não há dados sobre o crime internacional e esforços para combater o crime têm sido marcados por ações descontinuadas". Ele exortou os países a usarem esta crise "para mudar a maneira como combatemos o crime e a corrupção".

 

"A vontade política dos Estados é mais forte do que a ganância e o poder de fogo dos grupos criminosos", ele afirmou. Ele pediu por uma maior cooperação internacional para combater o crime organizado, acrescentando que "trabalhar junto não significa ceder a soberania, significa defendê-la".

 

Durante a atual sessão, além de rever maneiras de prevenir o crime e de fortalecer a Justiça criminal, a comissão composta por 40 membros irá sediar debates temáticos sobre fraude econômica e crimes relacionados à identidade, assim como reforma penal e combate à superlotação de penitenciárias.

  

 

Mais informações:

Assessoria de imprensa

UNODC - Escritório para o Brasil e Cone Sul
Tel: 61-3204-7200

E-mail: unodc.brasil@unodc.org




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