Este módulo é um recurso para professores 

 

Estrutura recomendada para as aulas

 

Esta secção contém recomendações para uma exposição organizada e temporalmente adequada dos conteúdos, com vista ao alcance dos objetivos da aprendizagem, numa palestra de três horas. O palestrante pode querer desconsiderar ou reduzir alguns dos pontos abaixo indicados para despender mais tempo com outras atividades, como a apresentação, a realização de atividades quebra-gelo, a apresentação de conclusões ou a realização de pequenos intervalos. A estrutura pode ser adaptada para aulas mais curtas ou mais longas, considerando que duração das mesmas varia de país para país.

Introdução e definição da corrupção (60 minutos)

  • Dê as boas vindas aos estudantes e forneça, em cinco minutos, uma visão geral dos tópicos e estrutura da aula.
  • Promova a discussão sobre a relevância da corrupção no plano político, económico, jurídico, ético e histórico.
  • Realização do exercício 1 (“A minha história”) ou o exercício 2 (“Eu sou a corrupção”).
  • Discuta as várias definições de corrupção, aproveitando as perspetivas dos alunos expressas nos exercícios.
  • A partir das histórias pessoais dos alunos sobre como a corrupção os afetou ou afetou alguém que os mesmos conhecem, registe uma tipologia de efeitos no quadro e relacione tais efeitos com aqueles discutidos no Módulo.

As causas da corrupção e os seus efeitos (45 minutos)

  • Realização do exercício 3 (TED talk “A ascensão dos super ricos”)
  • Utilize a Ted talk para promover uma conversa sobre porque é que e como os ricos usam a corrupção para proteger e aumentar a sua riqueza. Relacione as respostas com as conclusões retiradas dos exercícios 1 e 2 de modo a ilustrar que a corrupção está relacionada com necessidades, desejos, ganância, poder e abuso.

Diferentes conceções e abordagens à corrupção (45 minutos)

  • Depois de examinar a lista de crimes associados à corrupção, a definição geral e os efeitos da mesma, está na hora de explicar como é que as diferentes disciplinas encaram, de um modo geral, este fenómeno.
  • O palestrante deve perguntar aos estudantes qual a abordagem à corrupção que os mesmos preferem, dentro das expressas nos textos por eles lidos (em artigos como o de Susan Rose-Ackerman: “Corruption: Greed, Culture, and the State”; Cristine Lagarde: “Addressing corruption – openly”; ou Robert Klitgaard: “Addressing Corruption Together”).
  • A partir da discussão das diferentes abordagens, o palestrante deve destacar no quadro ou na apresentação em Powerpoint a grande variedade de abordagens possíveis e os seus termos básicos.
  • Por fim, o palestrante pode recorrer ao Exercício 4, no qual, com base nas várias definições, efeitos e conceções examinadas até ao momento, os estudantes formulam a sua própria proposta, informada, acerca do como a corrupção deve ser definida e entendida.

Avaliando os níveis de corrupção (30 minutos)

  • Apesar de a avaliação dos níveis de corrupção não ser o foco desta aula baseada no Módulo 1, todo o material abordado prepara o terreno para a introdução do tema. Neste sentido, deve começar por apresentar uma definição e um conjunto de parâmetros para abordar as várias componentes da definição. Estas observações iniciais poderão estimular um diálogo frutífero com a turma sobre várias formas de se avaliar os níveis de corrupção.
  • O palestrante pode apresentar o catálogo básico de métodos de avaliação dos níveis de corrupção, conversar com os alunos sobre os mesmos e depois perguntar-lhe o que é que, em cada caso, está a ser avaliado, os prós e contras de cada um, e por aí adiante. O palestrante pode ainda querer dar aos alunos uma visão geral sobre os fatores que explicam o porquê de alguns países ocuparem as posições superiores e outros as posições inferiores de certos índices de corrupção. As diferentes explicações podem centrar-se nas diferenças entre sistemas políticos, em análises culturais da corrupção (culturas de “fair play” e regras impessoais versus culturas de relações informais e de nepotismo), nas teorias baseadas nos recursos (a “maldição dos recursos” no Iraque, por exemplo), nas teorias jurídicas e institucionais (a existência de um Estado de Direito, de normas anticorrupção bem definidas, de instituições de combate à corrupção independentes e com poderes efetivos).

 

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